quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

LAFS Curitiba e a preparação para o Matrimônio


A importância do ideal ‘Ser Tabernáculo Vivo’ na constituição de novas famílias

Texto – Renata Orsato
Fotos – arquivos pessoais das entrevistadas

Em 2015 e 2017, a Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt (LAFS) de Curitiba/PR celebrou os casamentos de quatro das suas liguistas. O ramo, que recebe mulheres solteiras de todas as idades e desperta diferentes vocações em suas integrantes, sempre busca as preparar, à luz dos ideais do Pai Fundador Padre José Kentenich, para os chamados que recebem em suas vidas.

“Cada ramo de nossa família vive sua particularidade, assim também ocorre na Liga Feminina. Tenho observado que durante a permanência na LAFS, além de participarem de trabalhos valiosos para a família local, as mulheres que optam pelo casamento se preparam com maturidade para assumirem a sua vocação. Elas vivem de forma intensa uma vida de conquistas de ideais e ao mesmo tempo alicerçam sua vida pessoal e sua realização na constituição de uma família”, explicou Irmã Maria Jacinta Donati, assessora nacional da Liga.

“Como somos membros de uma Igreja viva, sinal de Deus no mundo, nossa missão enquanto Tabernáculo Vivo é testemunhá-la em nossa caminhada na sociedade. Maria nos ajuda a permanecermos fiéis ao nosso compromisso com a Aliança de Amor e quando se descobre que o Sacramento do Matrimônio é sua vocação, passa-se a testemunhar a presença de Cristo no nascimento de uma família cristã. A transformação do mundo se dá dentro de um lar, através do amor com o vínculo familiar. A pequena Maria continua a edificar o Reino de Deus. Nada sem vós, nada sem nós”, declarou Scheyla Mara Furlan, dirigente da LAFS Curitiba.

Os relatos das liguistas que casaram

Luciene Cremasco Marques de Lima participou por 9 anos do ramo, sendo que em parte deste período foi dirigente. “Antes disso fui da JUFEM. Perguntaram se a LAFS nos prepara para o casamento. Digo que a Liga nos prepara para qualquer dos estados de vida. Nos forma cristãs que só aceitam viver nos preceitos da Igreja. Quanto à felicidade ou às dificuldades, teremos em qualquer situação, o importante é viver na fé e nos caminhos que Schoenstatt nos abre, lembrando que o nosso Movimento tem lugar para todos e todas”.


Katia Pinheiro, por sua vez, foi liguista por cerca de 3 anos e sentiu-se igualmente tocada pelo ideal ‘Ser Tabernáculo Vivo’. “Minha passagem pela LAFS foi breve, mas riquíssima em aprendizados e fortalecimento da fé, o que foi fundamental para minha preparação ao Sacramento. Transmiti o que aprendi ao meu noivo, possibilitando que o incentivasse e o acompanhasse no Catecumenato para ele receber a Eucaristia no dia do casamento... foi muito emocionante”, confessou Katia.


A amizade e o companheirismo das integrantes do ramo fizeram a diferença na preparação de Gilza Souza Santos Zanlorenzi. “Cada uma das liguistas, com o seu jeito mariano de ser, me incentivou a ser e agir como Maria. Como todo Sacramento, o Matrimônio é alcançado com fé, oração e Graça Divina, participar da Liga foi uma resposta de Deus para a minha vida de fé, de comunidade. Tive a Graça de selar minha Aliança de Amor com o Grupo Estrelas do Tabor em 2017, e uma semana antes do meu casamento participei de uma vigília noturna promovida pela LAFS, a qual considero minha despedida de solteira. Tive a participação das minhas amigas de ramo no meu chá de panelas, a presença delas no meu casamento e suas valorosas contribuições através da oração e dos capitais de Graças oferecidos para esse momento tão importante da minha vida”.


A resposta de Deus para a vida de Gislaine Carvalho de Quadros veio durante as missões familiares de 2014, do Grupo Missionário Magnificat. “Conheci o Movimento de Schoenstatt durante uma visita que recebi de missionários, fui convidada pelas meninas de Guarapuava/PR para fazer parte da LAFS. Nesse mesmo período, conheci meu namorado e atual esposo. Ou seja, minha caminhada na Liga foi conjunta com o namoro e o noivado, o que foi muito importante pois me ajudou a amadurecer, a moldar minha fé e a construir um relacionamento baseado na fé e no amor”.



Agradecimento

Irmã Jacinta não esconde a felicidade pelo fato da Liga Apostólica Feminina desempenhar um papel tão importante na vida de suas integrantes. “Eu quero deixar aqui a minha gratidão por todas aquelas que nos últimos anos integraram nossas fileiras e hoje podem se dizer felizes com a vida familiar. Parabéns para você que buscou o ideal de ser mulher nova, tabernáculo vivo, morada de Deus e presença de Maria!”

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Igreja em Saída! Grupo Magnificat mobiliza 86 missionários


Texto - Rebeca Bembem
Fotos - Grupo Missionário Magnificat
Desde 2014, os participantes do Movimento Apostólico de Schoenstatt de Curitiba vivem um carnaval especial graças às Missões Familiares. Sob o lema "Leigo Missionário, anuncia Cristo com Paixão", de 9 a 13 de fevereiro deste ano, 86 pessoas do Grupo Missionário Magnificat levaram o amor de Deus para as famílias de Campina Grande Sul, na região metropolitana de Curitiba.
Os missionários foram divididos em duas comunidades e separados em famílias, com pai, mãe e filhos – tanto biológicos quanto espirituais –, com quem realizavam todas as tarefas. Como uma família, o grupo reunia pessoas de todas as idades, de crianças a idosos, todos engajados na missão.
As refeições eram feitas em comunidade, assim como os momentos de partilha e espiritualidade. Todos estavam juntos, unidos por um só ideal e uma só missão: anunciar o amor de Cristo e de Maria de porta em porta, fazendo uma leitura da Bíblia, abençoando as casas e presenteando as famílias com terços.
Em duas ocasiões, os missionários abriram as portas dos colégios em que estavam alojados para receber a comunidade de Campina Grande do Sul. Foram realizadas atividades para crianças, jovens e adultos, promovendo momentos de integração, partilha e espiritualidade.
No último dia das missões, todo o grupo se reuniu na Paróquia São João Batista para a missa de encerramento, celebrada pelo bispo de Paranaguá, diocese a qual pertence Campina Grande do Sul, Dom Edmar Peron. Foi um momento de agradecimento pelas sementes plantadas pelas missões e pelos frutos que virão.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A agenda do Santuário Tabor Magnificat foi atualizada... confira!

Programação de Março


A programação de feveiro ainda não acabou... confira!


Pe. Kentenich e a fé que ilumina

Fonte: Portal Schoenstatt.org (clique aqui para acessar o texto original)
Ir. Viviane Maria Penitente Ribeiro – Neste ano em que celebramos os 50 anos da volta ao lar eterno do Pe. José Kentenich, abrimos nossos corações para a eterna sabedoria que o iluminou e o conduziu pelos caminhos da Divina Providência.
Estando o Pe. José Kentenich preso pela Gestapo (polícia alemã na época do nacional-socialismo) em 1942, no dia 2 de fevereiro, abrigado profundamente no coração do Pai celestial e certo do poder maternal e intercessor de Maria, ele manifesta aos membros da Família de Schoenstatt que seria libertado. Esse fato se deu justamente no dia da festa de Nossa Senhora da Luz, ou seja, no dia da apresentação do Menino Jesus no Templo. Tal era a fé inabalável do Pe. José Kentenich que se comprovou: três anos mais tarde ele retorna da prisão para Schoenstatt, inquebrantável em sua fé e missão.
Após 33 anos desse fato, no dia 10 de fevereiro de 1975, a Família de Schoenstatt presencia, com muita gratidão, a abertura do processo de canonização do Pe. José Kentenich.
A fé é a condição para que Deus possa operar milagres, ela é também uma das virtudes que deve estar expressa na vida de quem busca a santidade. Nesse sentido, temos muito que aprender com o Pe. Kentenich.

Peçamos, por sua intercessão, essa fé filial e profunda na atuação da Divina Providência, que traçou o plano de nossa vida. Unidos, rezemos pedindo pela sua canonização:
Deus nosso Pai! Atende-nos, em nossas intenções, por intercessão do Pe. Kentenich. (pedir a graça)
Realiza sinais e milagres, como testemunho de sua santidade.
Concede-lhe em breve a honra dos altares,
a fim de que muitas pessoas encontrem o caminho que conduz a ti. Por isso, te pedimos, com Maria, nossa Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Distribuirei dons e graças em abundância

Fonte: Portal Schoenstatt.org (clique aqui para acessar o texto original)

Eliana Soncin Alfaro – Toda Aliança traz, em si, algo de unir, de somar, de aumentar… quer sejam as forças, a confiança, os bens… Quando falamos de inserir-nos numa Aliança de Amor com a Mãe de Deus, penso que de certa maneira a ideia base não seja diferente. Porém, é algo muito mais grandioso e interessante.
Como partidária da Aliança de Amor, a Mãe de Deus apresenta promessas, em contra partida às exigências que cabem a nós. Com o empenho de ambas as partes, se valida essa Aliança, que não é jurídica, mas sim do coração, por isso Aliança de Amor!
Uma dessas promessas da Mãe é: “Distribuirei dons e graças em abundância”. Consideremos a palavra ‘distribuir’ sendo o mesmo que ‘presentear’. A Mãe, ainda que não peçamos, distribui as graças que recebe de Deus, para nos ajudar no cumprimento de nossa parte da Aliança de Amor, na vivência de um cristianismo ativo e autêntico, em meio aos desafios dos tempos modernos.
Digo que é uma expressão schoenstattiana, porém não particular, pois já a encontramos com outras palavras na oração de gratidão que antecede a oração da Salve Rainha: “Infinitas graças vos damos soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos..”

Sendo assim, essa promessa nos assegura que nossa Mãe e Rainha esta sempre atenta às nossas necessidades pessoais e às determinantes da fase de vida em que nos encontremos.

Schoenstatt é sempre atual, mantém a mão no pulso do tempo.
Na minha vida, a Mãe distribui dons e graças desde sempre. Ela intercedeu por mim dons de discernimento nos estudos, na profissão; dom de entendimento à vocação matrimonial; na educação da espiritualidade e da vocação à vida de leiga consagrada, na comunidade da União de Mães; também muitas graças como a da saúde, da maternidade, a graça de pertencer a uma família abençoada, de ter um esposo companheiro, de ter filhos e netas que refletem o amor e a alegria. Também a graça da prática da vida em uma comunidade e o impulso de manter-me fiel a Aliança de Amor que me conduz a Jesus e por Ele no Espírito Santo a Deus Pai.
Enfim, são dons e graças distribuídos com muita abundância, que nem mesmo todo o pulsar do meu coração, numa vida inteira, é suficiente para agradecer. Mas, vale expressar gratidão: Obrigada Pe. José Kentenich, primeiro partidário humano da Aliança de Amor com a Mãe e Rainha, por seu legado e missão.

Uma ‘fenda na rocha’ para contemplar o mundo

Fonte: Portal Schoenstatt.org (clique aqui para acessar o texto original)

Ir. M. Nelly Mendes – Quando nosso Pai e Fundador, Pe. José Kentenich, se referiu a importância do significado das palavras de Jesus, ele utilizou uma imagem muito bonita. Ele dizia que as palavras de Jesus eram como “aberturas (fendas) na rocha”, como, por exemplo, aquelas que se pode encontrar em uma caminhada pela montanha, quando, repentinamente, essas fendas nos permitem dar uma olhada sobre uma ampla paisagem.
De maneira similar a vida do nosso Pai e a rica espiritualidade de Schoenstatt também podem ser entendidas como uma “fenda na rocha”, que nos possibilita uma visão sobre a paisagem da alma do nosso Pai e Fundador e, ao mesmo tempo, é por essa “fenda na rocha”, pelo seu coração, que queremos contemplar o mundo e a vida de hoje. E encontrar as respostas.

Em cada situação da vida, para tatear o que Deus queria nos dizer, nosso Pai utilizava o método de “observar – comparar – resumir/extrair um princípio e aplicar”.

O Pai e Fundador vivia com “o ouvido no coração de Deus e a mão no pulso do tempo”. Atentamente ele procurava averiguar com todo o cuidado aquilo que Deus desejava; queria discernir a manifestação de Deus e assim cumprir somente a sua vontade.
Nos últimos tempos, estamos vivendo uma luta acirrada contra a vida, contra a família, contra o ser humano. Diante de diversos fatos, podemos nos questionar: Que reflexão faria nosso Pai e Fundador diante deste acontecimento? Olhando pela “fenda na rocha” de seu coração, o que encontraríamos?
Nosso Pai observava, mas também comparava: por que essa luta tão ferrenha contra a família e o ser humano? Vivemos tempos apocalípticos, é uma luta permanente entre o bem e o mal. Hoje, mais do que nunca, somos influenciados pela mídia, pela moda, por uma massa que grita. É preciso seguir a própria consciência, fortemente arraigados nos valores que cremos na Igreja e em Schoenstatt. Precisamos ser católicos convictos e coerentes!
Deixar-se levar pela liberdade absoluta de pensar, de agir só pode ocasionar no caos que estamos vivendo. Neste caos, três valores são amplamente visados:
1) Em primeiro lugar, a vida é fortemente atacada,

2) em segundo lugar, a fé é diminuída ou até roubada, se nós o permitirmos. Só perderemos a fé se deixarmos nos roubar a fé.
3) E em 3º lugar, a família é fortemente ameaçada, diminuída, despedaçada, desvalorizada, instrumentalizada ao bel prazer de quem quer simplesmente destruir o essencial.

Sabemos que a família é compromisso do homem e da mulher, é dom de Deus.
Mas como ela foi ferida, tudo está se desfazendo, a família está em crise, não porque o mundo está em crise. É bem o contrário: o mundo está em crise, porque a família está em crise.
Qual é a crise que a família hoje vive? A crise interna, a crise de valores, a crise da maturidade… isso são pragas que foram se espalhando pouco a pouco, já há muito tempo, e vem ruindo por baixo até que tudo vai desmoronando.
Isso tudo é para desanimar? De jeito nenhum.
Estamos fazendo uma constatação de fatos e, neste conjunto, nosso Pai resumiria tudo, extraindo um princípio fortemente vital e real: “Salvai a família, custe o que custar!” e assim salvaremos o ser humano.
E onde aplicar este princípio reconhecido?
Na realidade de cada um de nós: na própria família, no trabalho, no estudo (acompanhemos os nossos jovens nas escolas, universidades, na balada, na diversão sadia, no namoro…), devemos aplicar este princípio na paróquia, na sociedade em que cada um de nós vive.
Schoenstatt quer formar o novo homem na nova comunidade. A nova comunidade é a família.

Nosso Pai, quando se refere à formação da nova ordem social, à transformação do mundo não discorre sobre mudanças de estruturas, políticas ou econômicas, não começa a procurar culpados para a situação de caos, mas sempre remete à própria consciência e à formação da própria atitude. A nova ordem social começa dentro de nós, começa conosco, em nossa casa, em nosso ambiente.

Assim como ele, outros santos pensaram dessa forma. Madre Tereza de Calcutá falou certa vez: Você quer fazer algo pela paz mundial? Vá para casa e ame a sua família!
Em outra ocasião, se dá o fato: Em 1979, ao voltar da Noruega, após receber o Prêmio Nobel da Paz, Madre Teresa de Calcutá passou pela casa humilde das Missionárias da Caridade em Roma, onde um jornalista lhe fez uma pergunta provocadora: “Madre, a senhora tem setenta anos. Quando a senhora morrer, o mundo vai ser como antes. O que mudou depois de tanto esforço?”

Madre Teresa então lhe respondeu:
– Veja, eu nunca pensei que poderia mudar o mundo. Eu só tentei ser uma gota de água limpa em que pudesse brilhar o amor de Deus. Você acha pouco?
O repórter não conseguiu responder. No silêncio de escuta e emoção que tinha surgido, Madre Teresa retomou a palavra e pediu ao repórter:
– Tente ser você também uma gota limpa e, assim, seremos dois. Você é casado?
– Sim, madre.
– Peça também à sua esposa, e assim seremos três. Tem filhos?
– Três filhos, madre.
– Peça também aos seus três filhos e assim seremos seis.

A lição é muito simples. Para colocá-la em prática, basta a nossa boa vontade.

Assim começa a mudança, quando nos empenhamos em sermos íntegros, transparentes, cristalinos. Especialmente começando em nossa própria casa.

Convite para a Abertura do Ano da Família 2018!


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Como celebrar a Quaresma no Santuário Lar?

Fonte - Portal Schoenstatt.org.br (clique aqui para acessar o texto original)

O Santuário Lar é o coração da casa para aqueles que já o instituíram, o lugar em que converge toda a vida familiar, a fonte de graças deste lar. Como em toda a rede de Santuários, ali a Mãe e Rainha está presente e aceitou habitar entre seus filhos, formando uma extensão do Santuário Original, um sinal visível e concreto da Igreja doméstica. Por isso, também no Santuário Lar vive-se a liturgia da Igreja em todas as suas fases.
Neste tempo litúrgico que inicia com a Quarta-feira de Cinzas, apresentamos algumas sugestões para viver a Quaresma verdadeiramente em nossos Santuários Lares. Em cada casa a Mãe habita com uma missão específica, por isso é interessante se atentar para essa missão (o “nome” que foi dado ao Santuário Lar) e criar vivências que respondam a isso. Nessa hora cabem criatividade e amor filial.
Conversar com outras famílias e trocar experiências ajudam a ter inspiração para viver a Quaresma no Santuário Lar, por isso, apresentamos algumas sugestões. Quem sugere essas dicas é Flávia Nunes Costa Ghelardi, da União de Famílias de Schoenstatt, que compartilha sua vivência com o marido e os filhos de maneira bem prática.

Acompanhe algumas sugestões e ideias que ela apresenta para o Santuário Lar na Quaresma:
– Vivência da coroa de espinhos
Tecer uma “coroa de espinhos”, que pode ser feita com um isopor cortado em círculo (se desejar, pintar esse círculo de marrom ou verde escuro) e depois colocar vários palitos de dente espetados ao redor.
Durante a Quaresma, a cada sacrifício que fizermos por amor e gratidão a Jesus, colocamos um algodão na ponta dos palitos de dente, com o sentido de “amaciar” a coroa.

– Deixar uma toalha roxa na mesinha do Santuário Lar, ou uma fita roxa ao redor da Cruz, no quadro da Mãe, em alguma parte que achar interessante.
– Colocar frases ou textos para reflexão sobre a Quaresma, ou então uma caixa com pequenas mensagens para ir retirando a cada dia. Podem ser palavras do Papa, do Pe. José Kentenich, dos herois de Schoenstatt, dos santos, etc.
– Rezar em família a Via-Sacra uma vez por semana, de preferência às sextas-feiras. A oração pode caminhar pelos cômodos da casa e começar e terminar no Santuário Lar.
– Durante a Semana Santa, cobrir as imagens do Santuário Lar com um pano (podem ser usadas até fronhas de travesseiro ou tecido TNT). Retirar na noite do Sábado Santo e enfeitar para a Páscoa.
– Na Semana Santa celebrar também um “lava-pés” em família, perdoando uns aos outros. Podem-se lavar as mãos se preferirem.
– Estimular os filhos a escolherem uma renúncia para esse tempo. Por exemplo: menos tempo assistindo televisão ou jogando no vídeo game, ficar sem comer balas ou beber refrigerante, não brigar ou discutir com os irmãos, etc. OBS: Não subestimem a capacidade das crianças de fazer sacrifícios. Se forem bem estimuladas, são capazes de grandes atos e renúncias.
– Os adultos podem jejuar às sextas-feiras e contar para as crianças o que estão fazendo e o porquê. Veja como a Igreja indica o jejum.
– Abster-se de carne todas as sextas-feiras da Quaresma.
– Escolher um dia durante a Quaresma (de preferência um dia que seja mais tranquilo para toda a família, como o sábado ou domingo) para conduzir um exame de consciência com todos presentes. O pai ou a mãe podem ler algumas perguntas para reflexão e todos apenas pensam na resposta ou anotam individualmente. Depois todos pedem perdão juntos, rezando a oração: “Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. Peço a Virgem Maria e aos anjos e santos que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.
Sugestões de perguntas para o exame de consciência (adaptado para quem tem crianças)
– Eu rezo todos os dias? Lembro de agradecer a Deus e à Mãezinha por tudo o que fazem por mim?
– Eu tenho sido amoroso, bondoso, generoso, paciente com as pessoas?
– Eu fico irritado com facilidade?
– Eu brigo com meus pais ou meus irmãos?
– Eu respeito meus pais, professores ou meus colegas de trabalho?
– Eu faço minhas obrigações com amor?
– Eu tenho dificuldade em dividir os meus brinquedos, as minhas coisas?
– Eu ajudo meus pais e meus irmãos quando eles precisam?
– Eu passo mais tempo na TV, computador, celular do que conversando com minha família?
– Eu ofendi alguém e ainda não pedi desculpas?
– Eu falo palavras feias ou xingamentos?
– Eu grito muito quando estou nervoso?

Para a Páscoa: Colocar flores e outros símbolos que indiquem a grande festa da Ressurreição.

Campanha da Fraternidade 2018

Fonte - Portal Schoenstatt.org.br (clique aqui para acessar o texto original)



“Pai, tu és a límpida fonte de paz, o vínculo que une todos os povos, o poder que vence a discórdia, a luz que ilumina e aquece” (Rumo ao Céu, 136)
Karen Bueno / Ir. M. Nilza P. Silva – O tema da Campanha da Fraternidade deste ano é a superação da violência. A reflexão sobre esse tema é um convite, a todas as pessoas, para se cultivar a paz por pequenos e grandes gestos, em resposta à cultura de morte gerada pela violência. Tenho que ser protagonista da paz aqui e agora, no lugar onde estou. O objetivo geral da Campanha é “construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”.
Por onde começar?
Quem conhece a história de Schoenstatt sabe que o Movimento surgiu e cresceu em meio à guerra, em meio a um cenário de armas, bombas e explosões por todo lado. É nessa fase caótica da história que a Mãe de Deus promove a paz, utilizando seus jovens congregados marianos. Eles não podiam parar a guerra, nem fugir para um território pacífico, eram obrigados a lutar e, mesmo assim, foram protagonistas de uma cultura de paz entre o seu batalhão por meio de pequenos gestos. Era o caso de José Engling. Um de seus maiores adversários não era o exército inimigo, mas o temperamento explosivo. Em sua biografia conta-se que certa vez lhe roubaram a espada e, como conclusão, armou-se uma briga entre ele e outro soldado no alojamento. Quando José se encontrou sozinho e teve condições de raciocinar mais serenamente, perguntou-se: “Eu agi bem?” Sabia que não era errado exigir a espada de volta, mas, era necessário fazer todo aquele escarcéu? Sentia-se culpado. Não encontrou paz, até procurar o colega e lhe pedir desculpas, fazendo as pazes. Como esse, seguiram-se muitos outros episódios, em que a paz era cultivada nas pequenas situações corriqueiras.
É essencial buscar a paz na família. O Pe. José Kentenich gostava de contar histórias e, sobre esse tema, ele comenta o poder do silêncio como instrumento de paz: “Já devem ter ouvido falar muitas vezes do religioso São Vicente Ferrer. Certo dia ele foi procurado por uma mulher, cuja queixa principal era contra o marido… Como era ele? Irascível, arrebatado… Vicente Ferrer era um confessor inteligente e disse-lhe: “Vá ali ao convento e pede uma garrafa da água do poço. Tem que ser água do poço do convento. Depois faze o seguinte: Quando o marido chegar em casa gritando até não poder mais, bebe um gole da água e conserva-a na boca até ele parar de gritar”. Qual foi o efeito? Daquele dia em diante deixou de haver brigas. As pessoas da vizinhança começaram a dizer que queriam a água milagrosa de São Vicente. Tinha que ser a água do poço? Não tinha nada a ver, não era necessário ir buscá-la no convento, ele disse isso para dar um toque de mistério. Qual era o verdadeiro remédio? O silêncio da mulher”.
Vale apontar que o Pe. Kentenich não está falando sobre um silêncio de submissão e seu conselho, que vale tanto para o homem como para a mulher, é de uma atitude de humildade que contribui em qualquer relacionamento: esperar os “ânimos esfriarem” para ter um diálogo mais equilibrado.
Por meio de gestos simples a paz vai se construindo dia a dia e refletindo-se mundo afora, nas complexas situações que esse tema traz – violência racial, contra os jovens, contra mulheres e homens, violência doméstica, a exploração sexual e tráfico humano, violência contra os trabalhadores rurais e contra os povos tradicionais, os desafios do narcotráfico, violência religiosa, no trânsito, etc. Tudo isso é aprofundado no texto-base da Campanha da Fraternidade.
Mas, antes de qualquer gesto, essa Quaresma é também um tempo para reavaliar a paz interior e a relação consigo próprio. Somente assim se pode irradiar esse dom ao mundo, transmitindo amor, paz e alegria.
Onde encontrar a paz
Nas mais difíceis situações de violência, às quais estamos expostos neste mundo, podemos lembrar o papel da Mãe de Deus como Vencedora e recordar que em seu coração sempre se encontra a paz: “Teu coração sagrado é para o mundo refúgio de paz, sinal de eleição e porta do céu” (Rumo ao Céu, 541). Como os congregados herois, não há como fugir do atual “campo de batalha”. Mas, como eles fizeram, podemos buscar refúgio no coração da Mãe de Deus e confiar em sua ajuda. Ser sempre instrumentos de paz, para se formar aqui uma nova terra mariana.
“José Engling e seus companheiros, ao alcance dos tiros, estavam estendidos por terra. Ao redor ouvia-se o assobio ligeiro e vibrante das granadas. Muitos daqueles ‘pequenos monstros’ caíam bem rentes e os estilhaços zuniam por cima, como um bando de perdizes ao levantarem o voo. De repente, um estrondo maior. Uma granada explodira ao lado de José que, sentindo-se tão próximo da morte, faz um ato de contrição perfeita e recomenda-se a Maria. Como num lampejo, se esboça em sua mente a imagem da Capelinha de Schoenstatt, inundando-o de paz”.
Encontrando a paz e o abrigo, no coração de Maria, tornemo-nos instrumentos de paz no campo de batalha de nosso dia a dia, uma paz que nasce da justiça, da misericórdia, da paz de quem se empenha para conhecer e realizar a vontade de Deus que nos ama e fala conosco em cada situação.

15 de Fevereiro: de volta ao lar eterno


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

É hoje! Famílias saem em Missão pelo Paraná

Fonte: Portal CNBB (clique aqui para visualizar o texto original)
Fotos - Grupo Missionário Magnificat





As fantasias e os enfeites dão lugar a outro figurino: tênis, camiseta, terço, Mãe Peregrina no braço, mochila nas costas… No Carnaval, cerca de 270 missionários do Movimento Apostólico de Schoenstatt visitam as comunidades e famílias de três cidades do estado, conversando, ouvindo e rezando, como um sinal concreto de uma Igreja que é mãe e vai ao encontro dos filhos.
As Missões Familiares já são tradicionais no Carnaval e este ano ocorrem de 9 a 13 de fevereiro. Nessa modalidade alguns casais, junto com seus filhos naturais e os “filhos adotivos de missão”, visitam as casas falando do amor de Deus a todos. Em comunhão de corações, partilharam tudo na convivência diária, como alojamento (feminino e masculino), tarefas, mesas de refeição, vivências de espiritualidade, etc., para assim experimentar o amor de maneira ainda mais intensa, como as primeiras comunidades cristãs.
O ponto de partida é o Santuário da Mãe e Rainha, do qual todos são enviados. Em 2018, a Obra Internacional de Schoenstatt celebra um ano jubilar, que recorda os 50 anos de falecimento do seu fundador, Pe. José Kentenich, e esse é também um forte impulso para os missionários do Paraná.
Anunciar a Cristo com paixão
A Família de Schoenstatt vinculada ao Santuário de Curitiba/PR parte rumo à cidade de Campina Grande do Sul/PR, 96 pessoas se dividem em 12 famílias missionárias para visitar os lares e a comunidade da Paróquia São João Batista.
O lema que os impulsiona é “Leigos missionários anunciam Cristo com paixão”, evidenciando, em sua programação e espiritualidade, o Ano do Laicato e o Sínodo dos Jovens. “Queremos reforçar a importância dos jovens e leigos como sal da terra e luz do mundo, para a construção de uma nova terra mariana”, salientam Gilseanne e Alexandre Rossi.
Reascender a fé
O grupo de Schoenstatt vinculado ao Santuário de Londrina/PR parte, com aproximadamente 80 pessoas, para Nova América da Colina/PR. Além das visitas às casas e das atividades com jovens, adultos e crianças, terá uma caminhada desde a igreja matriz, a Paróquia Imaculada Conceição, até a imagem do Cristo Acolhedor, com oração, música e muita animação para tornar esse Carnaval uma especial oportunidade de falar do amor de Deus.
“Desejamos, além de levar Jesus e Maria para as famílias, reacender a fé de cada um e trazê-los mais para a vida da Igreja”, comentam Anaisa e Mateus Carvalho.
Semear a presença transformadora da Mãe
Um terceiro grupo do Movimento parte do Santuário de Jacarezinho/PR para a paróquia São José, na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo/SP. Serão 97 missionários em saída, de diversos lugares, inspirados pela frase do Pe. José Kentenich “Salvai a Família, custe o que custar”.
Durante os dias de missão, serão realizadas, em cada comunidade, atividades para crianças, jovens e adultos, seguidas pela reza do Terço e celebração eucarística diária. Haverá também uma Noite Missionária, para a qual toda comunidade paroquial é convidada a participar.
Maria Luiza e João Camilo dos Santos afirmam que, impulsionados pelas palavras do Papa Francisco – “Não tenham medo em sair em Missão” – desejam ser um sinal da misericórdia de Deus para as famílias: “Que este seja o nosso objetivo maior, para que a Mãe de Deus seja a cada dia Rainha de nossa vida e de todas as famílias. Que, a partir das missões, as famílias sejam salvas da falta de amor, de esperança e de Deus e que consigamos semear, com muita alegria e carinho, a presença transformadora de nossa Mãe, porque em nosso peito pulsa um coração missionário e em nossas veias correm o fogo pela missão”.